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Governo do Estado apresenta estudo sobre lojas francas de fronteira em congresso internacional na República Dominicana

Pesquisa foi exposta durante a 25ª Conferência da ASUTIL, em Punta Cana

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Diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE), Tomás Fiori, apresentou o material
Diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE), Tomás Fiori, apresentou o material - Foto: Cristiano Guerra, divulgação

A Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE), participou da 25ª Conferência da Associação Sul-Americana de Tendas Livres (ASUTIL), realizada em Punta Cana, na República Dominicana. Durante o evento, o diretor do DEE, Tomás Fiori, apresentou os resultados do estudo Turismo de Compras e Desenvolvimento Regional: Estudo Econômico das Lojas Francas de Fronteira Terrestre no Brasil, elaborado pelo departamento.

A pesquisa analisa os efeitos econômicos da implantação das lojas francas de fronteira terrestre (LFFT) em municípios brasileiros localizados em regiões de fronteira, com foco especial no Rio Grande do Sul. O trabalho examina indicadores relacionados à atividade econômica, emprego, comércio e dinâmica populacional, além de discutir o papel das lojas francas no desenvolvimento regional.

A apresentação integrou um painel sobre o setor de lojas francas e o desenvolvimento das regiões de fronteira, que contou com a participação de representantes do Brasil e de outros países da América do Sul, entre eles o deputado estadual Frederico Antunes, líder do governo e presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Instalação de Free Shops em Cidades Gêmeas de Fronteira.

O levantamento mostra que o Rio Grande do Sul concentra 72% das vendas realizadas pelas lojas francas de fronteira terrestre no Brasil. Em 2025, o volume comercializado no país alcançou US$ 125,3 milhões, com predominância das operações localizadas em municípios gaúchos.

Após a regulamentação do regime e o início das operações, em 2019, o setor passou a apresentar crescimento contínuo. Entre 2021 e 2025, as vendas registraram taxa média anual de expansão de 26,9%, indicando a consolidação do modelo no país.

Em fevereiro de 2026, o Rio Grande do Sul contabilizava 39 lojas francas em operação. Os municípios com maior concentração de estabelecimentos eram Uruguaiana (18), Santana do Livramento (4), Barra do Quaraí (4) e São Borja (3).

O estudo também aponta que, após a instalação das lojas francas, houve aumento da participação dos municípios de fronteira no emprego do comércio varejista. Em Uruguaiana, por exemplo, os dados indicam desempenho superior à média estadual na geração de empregos do setor a partir de 2024.

“Uma preocupação que surgiu quando os free shops iniciaram no Brasil era a ameaça ao comércio local por uma concorrência desleal. E o que percebemos é que todo o comércio varejista da região das cidades-gêmeas cresceu de maneira semelhante ao do Rio Grande do Sul.”, avalia Fiori.

Apresentação integrou um painel sobre o setor de lojas francas e o desenvolvimento das regiões de fronteiraApresentação integrou um painel sobre o setor de lojas francas e o desenvolvimento das regiões de fronteira - Foto: Cristiano Guerra, divulgação


Desenvolvimento regional e perspectivas

Além da análise dos indicadores econômicos, o estudo aborda o papel das lojas francas no contexto das políticas de desenvolvimento regional. As regiões de fronteira concentram alguns dos menores indicadores socioeconômicos do Estado e registram perda populacional em ritmo superior à média gaúcha.

Segundo a pesquisa, a expansão das lojas francas pode contribuir para diversificar atividades econômicas e ampliar a atração de investimentos relacionados ao turismo de compras. As projeções apresentadas indicam que, mantido o ritmo recente de crescimento, as vendas das lojas francas no Rio Grande do Sul poderão alcançar aproximadamente US$ 129 milhões em 2026 e US$ 167 milhões em 2027.


- Confira o estudo completo

Texto: Marcelo Bergter, Ascom/SPGG

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